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POLÍCIA CIVIL CONCLUI INVESTIGAÇÃO DO CASO DO BEBÊ JOGADO NO RIBEIRÃO EM TRÊS PONTAS

POLÍCIA CIVIL CONCLUI INVESTIGAÇÃO DO CASO DO BEBÊ JOGADO NO RIBEIRÃO PELA PRÓPRIA MÃE EM TRÊS PONTAS


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O delegado Gustavo Gomes, responsável pelas investigações que resultou na prisão da mãe do bebê recém-nascido que foi jogado em um córrego em Três Pontas, concedeu uma entrevista coletiva na manhã de hoje, terça-feira, dia 19. Segundo a autoridade policial, a mãe, após ter cometido o crime, saiu com amigos para beber. Ela foi indiciada homicídio qualificado e ocultação de cadáver.


A princípio, a Polícia Civil trabalhava com a possibilidade de crime de infanticídio, que é a morte do filho provocada pela mãe por ocasião do parto ou durante o estado puerperal, porém, a polícia concluiu, por meio de laudos psiquiátricos, que a jovem não agiu sob fortes emoções e cometeu o crime sozinha.


Segundo o delegado Gustavo Gomes, a maneira como a mulher reagiu pós-crime, pelo laudo psiquiátrico que ela foi submetida na penitenciária de Três Corações, onde está presa, afastou qualquer possibilidade dela ter agido de forma inconsciente do estado puerperal, que é uma alteração psicohormonal.


Devido a isso, o delegado concluiu que foi um crime de homicídio qualificado e doloso, mais o crime de ocultação de cadáver.


O bebê foi encontrado dentro de um córrego de uma avenida central por um policial militar. Imagens de câmera de segurança divulgadas em redes sociais mostraram o momento que a mãe joga o bebê no córrego.


Quando o corpo do bebê foi encontrado, ela, temendo ser presa, fugiu para São Paulo, porém, foi detida pela Polícia Rodoviária Federal dentro de um ônibus em Bragança Paulista (SP). Segundo a polícia, a mulher escondeu a gravidez da família e teve a criança em um banheiro.


"Com o avançar das investigações, a gente levantou que ela escondeu a gravidez de boa parte da família e amigos, algumas pessoas sabiam e até orientaram ela a procurar um médico, mas ela se manteve omissa e não o fez durante a gravidez e na hora do parto também não. Ela teve as dores do parto, se colocou na madrugada dentro de um banheiro, teve a criança, que nasceu com vida, isso é um elemento importante para nós, e não procurou ajuda pós-parto, e ceifou a vida da criança ou pela omissão da ausência de cautelas iniciais e cuidados ou por uma asfixia, isso o laudo não deixa muito claro, mas o fato é que ela teve a intenção de matar, matou, era uma gravidez indesejada", disse o delegado.


Após ser presa, ela foi levada para Pouso Alegre, onde foi ouvida e teve a prisão preventiva decretada e foi levada para a Penitenciária de Três Corações.


"A investigação foi concluída na última quarta-feira e encaminhada ao fórum na data de ontem. Ela responde por homicídio qualificado, que é pena de 12 a 30 anos, mais o crime de ocultação de cadáver, que a pena é de um a três anos, então a gente acredita que vai ser uma pena bastante alta e vai ser submetida ao júri popular", concluiu o delgado Gustavo Gomes.

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FONTE: Jornal De Lavras

 
 
 

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